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Mostrando postagens com o rótulo comunidades

Os tijolos e as telhas do Tatuapé ajudaram a construir Sampa

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A trajetória do Bairro do Tatuapé começa junto com Brás Cubas, fundador de Santos, no ano de 1560. O explorador, que buscava ouro, decidiu subir a Serra do Mar com seu amigo Luís Martins e um grande número de criados. Chegando ao planalto se depararam com um grande ribeirão do Tatu-apé  (“caminho do tatu”, segundo os índios Piqueris) e decidiram seguir seu curso. Contudo, ao chegar à foz deram de cara com o Rio Grande, atualmente conhecido como Tietê, e decidiram ficar por ali. Nessa região, eles instalaram um rancho, um curral e várias casas. Por ser uma região fértil, eles começaram a desenvolver criações de gado, porcos e várias outras culturas, entre elas, a de cana e uva. Vale o destaque que a cultura de uva ficaria famosa nos anos seguintes devido a boa qualidade do vinho que era feito nessa região. Contudo, essa “paz” durou pouco tempo. Devido a invasão francesa que ocorria no Rio de Janeiro, Brás Cubas foi obrigado a deixar tudo para Rodrigo Álvares que...

Depois do Chá, a Rua Oriente

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Na postagem anterior abordei o tema da mudança do nome do Viaduto do Chá pretendida por um vereador paulistano. Segundo informou o vereador Floriano Pesaro (ver comentário naquele post ), o projeto de lei foi arquivado. No entanto, há outro projeto que quer alterar o nome da Rua Oriente, homenageando um líder religioso iraniano, morto na década de 1970, acredito eu no Líbano, cujo nome possui difícil grafia: Moussa Al-Sader. A justificativa do projeto diz que isso atende a pedido da Associação Beneficente Islâmica do Brasil.  Volto a afirmar: independentemente a figura do homenageado que poderia ter seus méritos honrando espaços inominados da cidade, mexer com denominações tradicionais de vias públicas da cidade, que marcam a história de nossa terrinha, deveria ser considerado crime. A Rua Oriente recebeu esse nome por Ato municipal datado de 24/08/1916. Está localizada a leste do centro histórico de Sampa, no coração do bairro do Brás. Aliás, quando se fala em Brás, doi...

Jornal da USP: MIL

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O Jornal da USP, com periodicidade semanal e uma tiragem de 20 mil exemplares, é a  mais antiga e importante publicação universitária do País. Com  uma moderna redação, similar aos grandes jornais brasileiros,  completou 28 anos no dia 3 de junho e veiculou seu milésimo exemplar. A primeira edição foi divulgada em 1985 e de lá para cá tem mantido a mesma linha editorial, o que o tornou um dos mais eficientes e conhecidos veículos de informação interno, na Universidade, bem como importante instrumento em que  a USP mostra à sociedade as produções científicas e culturais originadas nos seus seis  campi . O Jornal também possui uma versão eletrônica, disponível na internet (clique aqui ), e os temas abordados extrapolam o caráter meramente acadêmico, o que lhe rendeu duas premiações não vinculadas a comunidade científica. Uma, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, pela melhor cobertura das comemorações pelos 500 anos do descobrimento do Brasil,...

O verde das árvores no lugar do azul das barracas

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Essa é a nova paisagem do Largo da Concórdia, no bairro do Brás, que durante décadas foi ocupado por barracas de camelôs e recebeu milhares de pessoas todos os dias, vindas de diversas regiões do estado - e do país - para compras. No entanto, anos atrás o subprefeito da Mooca, Eduardo Odloak, devolveu aquele espaço público à população e combateu a pirataria e outras ilegalidades que vinham sendo cometidas no lugar. (veja vídeo a seguir). Mas, quando surgiu o Largo da Concórdia na história de nossa cidade? Foi primeiramente chamado de Largo do Brás (1850) quando a região era repleta de chácaras. Lá ficavam as terras do José do Brás (benemérito considerado fundador do bairro). Em 1865 a Câmara Municipal de São Paulo alterou sua denominação para Largo da Concórdia, na mesma época em que denominou a Rua Riachuelo e o Largo do Paissando, numa possível homenagem à Guerra do Paraguai (Concórdia é uma cidade argentina que teve papel de destaque nessa guerra, assim como Riachuelo e Paissandu fo...

Integração à Cidadania

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A comunidade boliviana residente em São Paulo recebeu um dia de Integração, onde tiveram a oportunidade de obter documentação, legalizar a sua situação e buscar uma identidade social em nosso país. Com a participação de diversos órgãos oficiais - Ministérios do Trabalho e da Justiça, Comissão de Direitos Humanos, Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas-SP) e as Secretarias de Estado da Educação e da Justiça e Defesa da Cidadania - o evento ocorreu por iniciativa do juiz Paulo Fadigas, da Vara da Infância e da Juventude, do Foro Regional da Penha. Reunidos no dia 25 de setembro, na Escola Estadual Domingos Faustino Sarmiento (onde 97% dos alunos matriculados são originários da Bolívia) a população boliviana do bairro do Brás recebeu serviços de saúde, jurídicos - como emissão de segunda via de certidões de nascimento e de óbito, e participaram de diversas atividades de lazer. Também foi oferecido serviços de cabeleireiro, manicure e massagem. Uma grande iniciati...

Uma reflexão sobre a Cidade, o Muro e o que se esconde por detrás

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"O OUTRO LADO DO MURO" - Que muro? - Aquele que fica na Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 580, na Vila Mariana. - Ah, sei! - O que tem ele? Bem, a história é a seguinte: na 1ª metade do século XX era um espaço de ligação de bonde entre o Matadouro (atual Cinemateca) e o ESPAÇO da fábrica de cera Parquetina. Nos anos 60 a fábrica foi encerrada, deixando um quarteirão de 9 mil m² por 50 anos sem uso. Nos anos 90 a fábrica foi demolida e, em julho deste ano foi implantado um stand de vendas. Pois é, depois de tanto tempo lá assim, livre, solto e abandonado, será mais uma área utilizada pela voraz indústria imobiliária. Pretende-se a construção de 3 torres de 26 andares cada uma, 152 apartamentos, 625 vagas na garagem. O olhar sobre o muro nos leva à reflexão sobre a cidade que queremos e a cidade que temos. Esse é o objetivo de "Uma reflexão sobre a Cidade, o Muro e o que se esconde por detrás", que vem sendo realizada no local. As pessoas, ao longo do Muro são abordad...

O possível fim da Praça das Flores, na Mooca

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A Praça Alfredo Di Cunto, mais conhecida como Praça das Flores parece estar com seus dias contados. Como veiculado no site Brasil247 , "o mesmo Gilberto Kassab que promete uma praça em Congonhas aos parentes da vítimas do acidente da TAM, em 2007 - uma promessa já feita logo após a tragédia -, é também o prefeito que tem tudo pronto para desapropriar a praça Alfredo Di Cunto, na Mooca, onde existe um viveiro de árvores e uma escola de jardinagem". Triste destino de uma das 20 áreas escolhidas pela Prefeitura para serem entregues à indústria imobiliária e que sediou a primeira horta comunitária da cidade de São Paulo, nos idos de 2003-2004. O ex-Subprefeito da Mooca, Eduardo Odloak, é um dos principais defensores da manutenção desse espaço para a comunidade. Segundo ele, "o Poder Municipal deveria buscar alternativas para atender esse objetivo ( a suposta utilização do dinheiro da venda na construção de creches, n.e. ) sem se desfazer de obras públicas. No caso da Mooca...

Teatro Décio de Almeida Prado reinaugurado, mas talvez acabe

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O antigo teatro do TUSP, depois de estar fechado por vários anos para diversas reformas, será reaberto nesta 6a.feira, 22. No entanto, a Prefeitura já prepara a sua demolição, pois o Teatro está numa das 20 áreas que serão vendidas à iniciativa privada a partir de setembro ( leia aqui ). A população local está organizada para evitar essa demolição, bem como protesta contra a entrega da área para especulação imobiliária. A justiticativa da venda é a construção de creches na cidade, atendendo a decisão do STF para diminuir o déficit de 100 mil vagas. O que chama a atenção nesse caso é que a área em que o Teatro está inserido, um quarteirão inteiro no bairro do Itaim Bibi (20 mil metros quadrados), abriga também uma escola infantil, creche, escola estadual, biblioteca, unidade de saúde, centro de atenção psicossocial (Caps) e uma escola para pessoas excepcionais (Apae). O presidente da Sociedade Amigos do Itaim Bibi, Marcelo Motta, afirma que os moradores da região são contra a venda da á...

Brasil Fio a Fio

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"Bordar, Criar e Compartilhar", essa é a proposta do evento que fará uma viagem pelo bordado brasileiro através das tradições, criação e produção de grupos de várias regiões do país. E tudo isso acontecerá em Sampa por meio de exposições, oficinas, Prosa e Bordado - ou seja, bate-papo com os grupos e Diálogos (palestras), d o dia 18 de fevereiro até 13 de março. Nesse período, o SESC Pinheiros dará lugar à exposição nas suas Salas de Oficinas e Salas de Leitura. A programação é imensa e pode ser vista em detalhes clicando aqui . Um destaque para a oficina "A Cidade de São Paulo", com o grupo São Joaquim, de Carapicuíba/SP, que propõe "alinhavar um conceito da cidade de São Paulo", em que os participantes irão representar o cotidiano e os elementos da realidade urbana, a partir de técnicas de aplicação de tecido e bordado (dias 26 e 27/02, das 10h30 às 17h30, na Sala de Oficinas, 2º andar). Serviço: SESC Pinheiros Rua Paes Leme, 195 Fone: 3095.9402 email@p...

Tragédia Anunciada

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Os principais jornais da cidade estampam hoje, em sua primeira página, um problema que se arrasta por muitos anos: as enchentes e, o mais grave, as mortes por elas ocasionadas. Muitos motivos são apontados por especialistas, autoridades públicas, ambientalistas mas, no final, a cidade sofre, cidadãos morrem e ano a ano o cenário se repete. Seria somente porque as mudanças climáticas deixam a cidade despreparada para uma tormenta com mais água do que a prevista para o dia ou semana? Prevista? Se há algum tipo de previsão, pressupõe-se que há planejamento. Se há planejamento, muitas de suas etapas estão falhas, porque o resultado tem sido desastroso. E por falar em planejamento, haja coração para imaginar que o poder público não consegue dar resposta efetiva ao problema. Mais uma vez, Estado e Município tentarão encontrar medidas de combate e solução do problema. Mas, seria somente problema do poder público, que poderia promover ações preventivas durante todo o ano e, neste momento ...

Voluntariado e Cidadania

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Voluntariado é uma ação desenvolvida pelo prestador de serviço ou trabalho sem que haja contraprestação ou recebimento de uma vantagem, seja pecuniária ou de qualquer outra espécie. Ser voluntário significa exercer essa ação ou atividade de forma séria, seja ela profissional, especializada ou não. Por isso, qualquer um pode ser um voluntário doando ao próximo algo de si para aqueles que pouco ou nada possuem. Cidadania também pode significar a intervenção do indivíduo nos negócios públicos do Estado, garantindo o cumprimento daquilo que deveria ser de competência e obrigatoriedade da Administração Pública. Ser voluntário e cidadão, portanto, é ser solidário , agindo para a manutenção da igualdade de direitos da coletividade. Numa cidade como São Paulo, cheia de grandezas que vão do progresso e punjança à miséria e falta de condições básicas de vida de seus habitantes, as palavras " voluntariado ", " cidadania " e " solidariedade " ganham um significado ...

Parque da Integração Zilda Arns - o maior do Brasil

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C om 7,5 km de extensão e 224 mil m² de área, o maior parque linear do Brasil e o 10º maior de Sampa, homenageando a Dra. Zilda Arns, foi inaugurado sábado, 16 janeiro. A idéia do parque surgiu em 1988 quando a comunidade começou a discutir alternativas para aproveitamento da faixa da adutora Rio Claro, em Sapopemba. Em 2000, a Secretaria de Governo e Gestão Estratégica do governo Covas-Alckmin criou o Programa de Ações Integradas, com o objetivo de promover ações que resultassem na melhoria de vida da população e redução da violência. Na região de Sapopemba, fruto dessas ações, foram construídos o hospital, a Casa da Juventude e foi projetado o parque sobre a faixa da adutora. Mais tarde, em 2004, com Alckmin no governo do Estado, o projeto foi formatado no conceito de parque linear, com ciclovias, caminhos para pedestres, espaços e opções de esporte e lazer, além de tratamento paiságístico levando beleza à localidade. 22 anos depois, sua conclusão foi possível com a parceria, inici...