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Estradas de Ferro Paulistas: CPTM - 23 anos

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A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos nasceu em 28 de maio de 1992, substituindo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU na operação dos trens da Região Metropolitana de São Paulo e a Malha Paulista operada pela Ferrovia Paulista S/A – FEPASA (recém desestatizada), com o objetivo de assegurar a continuidade e a melhoria dos serviços. Como era a CPTM Na época de sua criação, era comum vermos nos noticiários ou mesmo passado ao lado das linhas, os chamados “surfistas” e “pingentes”   de trem”. E mais comum, ainda, observarmos usuários pulando nas vias, vagões rodando com as portas abertas e completamente depredadas. Os intervalos de trens nos horários de pico chegavam a 20 minutos. A frota de trens herdada encontrava-se deteriorada. A CPTM passa a operar efetivamente as atuais Linhas 7, 10, 11 e 12, em abril de 1994.   Transportava-se, nessa época, cerca de 900 mil usuários/dia.  Esse quadro deu origem ao Primeiro Programa de ...

Estradas de Ferro Paulistas: FEPASA

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No início dos anos 60 surge a primeira ideia de constituição de uma empresa que unificasse as cinco ferrovias estatais existentes no Estado de São Paulo.   Os primeiros anos Em 1967, o então governador Abreu Sodré transferiu para a Companhia Paulista de Estradas de Ferro – CPEF, a administração da Estrada de Ferro Araraquara S/A e para a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, a administração da Estrada de Ferro São Paulo e Minas. Dois anos mais tarde, transformou as ferrovias estatais em sociedades anônimas.  No entanto, a unificação de todas elas ocorre no governo de Laudo Natel, quando foi criada oficialmente a Ferrovia Paulista S/A – FEPASA (28/10/1971). Não houve fusão das empresas e sim a mudança de nome da CPEF para FEPASA e a incorporação, por esta, do acervo total das companhias Mogiana, Araraquara, Sorocabana e São Paulo e Minas, com a consequente extinção dessas empresas. A desestatização De 1980 a 1992, os sistemas ferroviários pertencentes à Re...

"Rastro Urbano", de James Concagh, em Sampa

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  O artista irlandês James Concagh, reconhecido internacionalmente por sua arte abstrata retratando cenários das grandes metrópoles, fará um mural de 20 x 2,5 metros na Estação Dom Bosco, na Linha 11-Coral. A obra será realizada em comemoração aos 23 anos da CPTM e aos 15 anos do Expresso Leste, que vai da estação da Luz até Guaianases. Intitulada "Rastro Urbano", a obra - que teve início no último dia 9 de maio - será realizada durante três finais de semana. A inauguração está prevista para o dia 27 de maio, data do aniversário do Expresso Leste, e contará com a presença do Cônsul-Geral da Irlanda em São Paulo, Sharon Lennon.   A ideia dessa obra veio do escultor norte-americano David Smith que, em 1962, utilizou funcionários de uma antiga fábrica italiana para realizar uma obra no festival de artes daquele ano.   James retrata as questões urbanas - como poluição, trânsito e ritmo frenético - utilizando, principalment...

Dia do Ferroviário

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Bem, eu sei que acabei de chegar por essas bandas, mas sinto muito orgulho de fazer parte de uma categoria secular cujo trabalho sempre esteve aliado à modernidade, expansão, desenvolvimento e outros adjetivos mil. Por isso, não poderia deixar passar em branco esta importante data: o Dia do Ferroviário.     É comemorado em 30 de abril por ter sido essa a data da primeira viagem de uma composição férrea no Brasil, portanto, há 161 anos. Construída pelo Barão de Mauá, a Estrada de Ferro Petrópolis foi a primeira ferrovia do país, ligando o Rio de Janeiro à Raiz da Serra. Estavam presentes na primeira viagem o então Imperador Dom Pedro II e sua esposa, a Imperatriz Tereza Cristina. (Leia mais em A Era das ferrovias no Brasil ).   Infelizmente, hoje a nossa malha ferroviária é bastante ineficiente e distribuída irregularmente pelo país: a região Sudeste concentra quase metade das ferrovias (47%), as regiões Norte e Centro-Oest...

Trens e ferrovias em Sampa

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Devido a minha nova atividade profissional, algo tem me chamado muito a atenção: trens e ferrovias. Desde criança, o transporte sobre trilhos me atrai. Cruzar a avenida Celso Garcia, no Tatuapé, de bonde com minha família era algo raro e precioso para mim. Tenho vaga lembrança, pois era muito pequena, mas sentar-me nos bancos laterais, segurar fortemente nas traves desses bancos para não cair no balanço do veículo ficaram marcados em minha memória. Marcados ficaram também a imagem dos tons marrons avermelhados de ripas de madeira envernizada, do bilheteiro que vinha com uma espécie de alicate picotar a passagem, segurando aquele monte de notas de dinheiro dobradas e entrelaçadas em seus dedos, que mais parecia um leque e com um boné redondo com abas de plástico. Não sei o quanto dessas imagens foram mesmo por mim vivenciadas ou imaginadas com o passar do tempo. Mas isso era com os bondes. E os trens? Um tio tinha um pequeno sítio em São João Novo (foto da ...