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Adeus, Goffredo!

“O Estado legítimo é o Estado de Direi­to, e o Estado de Direito é o Estado Constitucional” (TELLES, G.S.) A grandeza desse advogado militante e constitucionalista histórico está gravada na história de nosso país. Goffredo Carlos, paulistano, nasceu em 16 de maio de 1.915. Adotou o nome de Goffredo da Silva Telles Junior para não ser confundido com o pai, Goffredo Teixeira. Era muito jovem quando participou, como soldado, do maior movimento cívico de nosso Estado - a Revolução de 1932 - que visava a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova Constituição para o país. Poucos anos depois, em 1940, iniciou sua carreira docente na Faculdade de Direito da USP, onde lecionou cerca de 45 anos e participou de diversas instâncias incluindo a Vice-Reitoria (1966-69) e a organização e primeira chefia do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito (1970-74). Antes de se aposentar recebeu o título de "Professor Emérito" da Universidade de São Pa...

Rede de Comércio Solidário da Cidade

Foi aprovado na Câmara Municipal nesta 5ª feira, 25/06, o projeto que institui o Programa de Incentivo à Rede de Comércio Solidário da Cidade de São Paulo, de autoria do vereador Floriano Pesaro. A iniciativa foi embasada no Programa “Roda da Cidadania” que teve seu início com a instalação da Loja Social (na Rua Libero Badaró nº 561, Centro) em 2003, inaugurado em 2004 e oficializado por decreto em 2008, com o propósito de identificar as experiências exitosas de inclusão social, geração de renda e empreendedorismo existentes nas diferentes regiões da cidade. Nessa época, Floriano era o Secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo. Contando com a participação de organizações sociais que compartilham suas melhores práticas na área de empreendedorismo, geração de renda e comércio solidário, potencializou as oficinas de trabalho e os produtos artesanais para comercialização. Isto porque o artesanato hoje é considerado um instrumento de melhoria e distribuição d...

Instituto Vladimir Herzog

“ Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos ante atrocidades sofridas por outros, perdemos também o direito de nos considerarmos seres humanos civilizados ” ( Vladimir Herzog ) São Paulo ganha mais um espaço de reflexão e produção de informação voltada ao Direito à Justiça e ao Direito à Vida. Esta é a missão do Instituto Vladimir Herzog, cuja cerimônia de lançamento ocorre nesta semana. Segundo os fundadores, o Instituto tem três objetivos: 1. Organizar todo o material jornalístico sobre a história de Herzog, o “Vlado”, tornando esse espaço uma importante fonte de pesquisa para estudantes e profissionais. 2. Debater o papel do jornalista, visto que Vlado procurava “sempre promover o jornalismo de qualidade, verdadeiro e, acima de tudo, responsável”. Nesta sessão haverá espaço para discussão de novas mídias e da evolução do jornalismo face a novas ferramentas de trabalho. 3. Promover, junto com o Sindicato dos Jornalistas de SP, o “Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anisti...

Jogos na Praça

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J ogos como dominó, xadrez, damas, baralho são uma forma de lazer que persevera no tempo e ganha gerações nas praças públicas de inúmeras cidades do país. Aqui em Sampa não poderia ser diferente. Lembro-me que desde criança via as pessoas mais idosas do bairro se encontrando diariamente nas mesinhas de concreto da pracinha próxima de casa para jogar dominó. Era muito divertido passear por lá, comer algodão doce ou tomar sorvete ao som dos “click, click” das pedrinhas na mesa. Os anos passam e a atividade continua. É um costume que resiste ao crescimento da metrópole, ao aumento dos ruídos do tráfego e ao intenso movimento dos carros e das pessoas pelas ruas. Nada move os jogadores de seus lugares, de tão compenetrados que ficam em cada partida. É só passar por uma pracinha, em qualquer bairro da cidade, que lá estão eles reunidos em volta das mesas jogando, rindo, gritando as clássicas palavras dos jogos: “eu passo”, “bati”, “truco” e por aí vai. Em muitos bairros eles estão organizado...

Arte na Caçamba

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“Minha paixão são as coisas novas, ainda com cheiro de lembrança...” É isto o que diz o artista plástico Rogério Teiji Hirata, o Rogerinho, que mora no coração da cidade e tem seus olhos muito bem atentos a tudo o que acontece ao seu redor. Com 27 anos de idade, já há algum tempo vem realizando seu trabalho intervindo na paisagem urbana na cidade. Um desses trabalhos mais recentes é o de “arte da caçamba”. Segundo Rogerinho: ‘’As caçambas que armazenam lixo urbano contém uma história própria. Materiais rejeitados pela sociedade compõem formas complexas dentro dessas salas de espera a céu aberto, camufladas pela rotina, pelos nossos hábitos, pela correria. Por quê não mudar um pouco essa história?” Caçamba na Rua Albuquerque Lins: madeira, gesso, papel, plástico, folhas, concreto... Os registros fotográficos são de Fernão Prado. Outros trabalhos de Rogerinho podem ser vistos nos links : http://www.flickr.com/photos/japa_rg/ e http://www.psygarden.be/gallery/v/3D-Constructions/Geometra/...

XIV Festa do Imigrante

O Memorial do Imigrante reunirá, nos dias 21 e 28/06 (próximos domingos), mais de 30 nacionalidades e etnias que divulgarão as manifestações culturais de seus povos, resgatando a história dos mais de 2,5 milhões de imigrantes que chegaram a São Paulo em fins do séc. XIX e início do séc. XX e que passaram pelo prédio da hospedaria. Dentre eles estão descendentes de búlgaros, portugueses, lituanos, japoneses, russos, libaneses, indianos, chineses, espanhóis, africanos e ucranianos. Haverá Feira de Artesanato, apresentações de danças e músicas folclóricas. Mais de 25 barracas estarão montadas ao longo do Memorial oferecendo comidas típicas muito apreciadas no universo gastronômico da cidade e do Estado de São Paulo. O Memorial do Imigrante fica na Rua Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca – próximo ao Metrô Bresser. Informações sobre a programação, visite o site: http://www.memorialdoimigrante.org.br/ Dica da minha amiga Danielle de Freitas.

Reduzir as distâncias - necessidade imperiosa

Moradia, trabalho e lazer são as principais funções sociais dos cidadãos que devem ser aproximadas quando se propõe o planejamento urbano da cidade, visto que, a longo prazo, um dos objetivos do desenvolvimento urbano sustentável é a criação de uma estrutura flexível para a comunidade, propiciando um convívio saudável - com rotas para caminhadas e ciclovias, reduzindo o uso do automóvel - e, como consequência, tornando o ambiente mais limpo. A composição de atividades sobrepostas permite maior convivência e reduz as necessidades de deslocamento em automóveis, a energia utilizada para transporte, o congestionamento e melhora a qualidade do ar, pois reduz a emissão dos gases que provocam o efeito estufa. Este fato estimula o cidadão a caminhar ou andar de bicicleta, em substituição ao automóvel, e reduz a necessidade de utilização do transporte público. O setor de transporte público é, provavelmente, um dos mais difíceis de ser resolvido, requerendo para tal uma forte intervenção das pol...