quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

"Vestiário" - no Museu do Futebol



O Museu do Futebol abre a exposição Vestiário, unindo fotos, artes plásticas e intervenção eletrônica, com um dos ambientes mais preservados do futebol. Tudo isso está na Sala Osmar Santos.

São 56 fotos de Gilberto Perin - um afixionado fotógrado gaúcho que tentou entrar em vestiários de vários clubes sem sucesso até finalmente conseguir, com a ajuda de Aldir Schilee (que criou o uniforme da seleção brasileira de 1953).


Felipe Barbosa, artista plástico também gaúcho, traz 28 obras que fazem "uma outra leitura do futebol" ao mostrar, dentre essas peças bolas descosturadas e a bola fabricada com pelo de boi, expostas em cenários que reproduzem o ambiente proposto.

Há, ainda, o vídeo mapping, ou a capacidade de modificar a percepção dos objetos por meio da luz . Esses jogos de luz e sombra são realizados pelo VJ Spetto.

Segundo o curador do Museu do Futebol, a exposição propõe uma fusão entre visão e alucinação, arrancando o visitante da monotonia do cotidiano, ao mesmo tempo em que chacoalha e aturde suas percepções.


Serviço:


Praça Charles Muller, s/nº - Das 9 às 17h00 - entrada franca às 5a.feiras - Fone: 3664-3848


Fonte: DOE, 15/02/2012

domingo, 18 de dezembro de 2011

O verde das árvores no lugar do azul das barracas

Essa é a nova paisagem do Largo da Concórdia, no bairro do Brás, que durante décadas foi ocupado por barracas de camelôs e recebeu milhares de pessoas todos os dias, vindas de diversas regiões do estado - e do país - para compras.
No entanto, anos atrás o subprefeito da Mooca, Eduardo Odloak, devolveu aquele espaço público à população e combateu a pirataria e outras ilegalidades que vinham sendo cometidas no lugar. (veja vídeo a seguir).



Mas, quando surgiu o Largo da Concórdia na história de nossa cidade?
Foi primeiramente chamado de Largo do Brás (1850) quando a região era repleta de chácaras. Lá ficavam as terras do José do Brás (benemérito considerado fundador do bairro). Em 1865 a Câmara Municipal de São Paulo alterou sua denominação para Largo da Concórdia, na mesma época em que denominou a Rua Riachuelo e o Largo do Paissando, numa possível homenagem à Guerra do Paraguai (Concórdia é uma cidade argentina que teve papel de destaque nessa guerra, assim como Riachuelo e Paissandu foram grandes batalhas desse grande confronto).
O comércio ambulante saiu do largo após a intervenção municipal, mas continua nos arredores e tem causado graves transtornos, como os vistos recentemente na feirinha da madrugada. Esse local ainda carece de solução por parte das autoridades públicas.

sábado, 3 de dezembro de 2011

"Será Avenida Paulista, em homenagem aos paulistas"





... Assim foi batizada, pelo engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, a avenida que comemora 120 anos no dia 08 de dezembro.

Seu nome nem sempre foi Paulista. Na primeira década do século passado seu nome foi alterado por um período bem curto para avenida Carlos de Campos (ex-presidente do estado), retornando ao nome original depois que a sociedade paulistana reagiu, demonstando seu descontentamento.

Rodeada por rico patrimônio arquitetônico, bastante inovador para a época, foi a primeira via asfaltada da cidade (1909). Desenhada para abrigar os paulistas que aspiravam por um espaço na cidade, assim manteve seu caráter residencial até meados dos 50, até que espigões e arranha-ceús começaram a dar lugar ao redesenho paisagístico da avenida: um lugar eclético e que abriga o setor imobiliário, espaços culturais e educacionais.

Mas, sobre o símbolo e o que ele representa hoje em nossa cidade, prefiro reproduzir artigo publicado nesta data no Diário de São Paulo, coluna Formador de Opinião e assinado por Andrea Matarazzo, sempre admirador e um dia administrador da avenida Paulista.



"Avenida Paulista, 120 anos


Não é por acaso que a Avenida Paulista se mantém por tantos anos como o maior símbolo de São Paulo. Comemorando 120 anos de existência no dia 8 de dezembro, a Avenida simboliza a grande força da nossa cidade e o espírito empreendedor dos paulistanos.

A Paulista sempre me foi muito familiar. Meus avós e muitos dos meus tios moravam ao longo dela e me lembro de passear pelas calçadas, quando a Paulista tinha apenas uma pista e era repleta de imensos casarões de ambos os lados, todos com grades baixinhas. Alguns ainda estão ali, como a Casa das Rosas e o Casarão da família Thiollier, no número 1.919.

Era uma avenida relativamente calma, já que o centro econômico de São Paulo ainda ficava nas ruas Boa Vista e na XV de Novembro. Não estou falando de tantos anos atrás. A Paulista era assim por volta dos anos 60. A transformação veio na década de 70, quando a Avenida, marcada pelas residências da elite econômica da época, passou a ser sede de escritórios, indústrias e bancos, trazidos pelo grande salto econômico do Brasil.

A Avenida passou por diversas intervenções, mas a virada definitiva veio com o alargamento das pistas e a implantação do projeto urbanístico e de sinalização - com os característicos totens - de autoria de João Carlos Cauduro, que deram a feição que a Avenida tem hoje.

Tive o prazer de poder implantar a última grande modernização da Avenida. O bonito mosaico português, inadequado para os pedestres, foi substituído por amplas calçadas de concreto armado. No canteiro central, foram instaladas floreiras com azaléias, flores tão representativas da cidade. Com orientação da hoje deputada Mara Gabrilli, as calçadas passaram a ter um nível único, com pisos podotáteis, tornando a Paulista totalmente acessível. O comércio renasceu e a Paulista está revitalizada.

Caminhar pela Paulista é uma experiência aos sentidos, com muito para ver, ouvir e conhecer. O Masp, o Parque Trianon, restaurantes, cinemas, lojas, há opções e espaço para todos. Hoje, mais de 450 mil pessoas passam diariamente pelos 2,8 quilômetros da avenida, que é a melhor representação da diversidade de São Paulo."


Conheça, também, a experiência da "Gerência da Paulista", clicando aqui.



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Victor Civita dá nome a FATEC no Tatuapé

Há 17 anos moro no bairro do Tatuapé e nesse mesmo tempo um esqueleto de ferro sempre me incomodou. Bem, pelo menos até recentemente.

No final de 2009, esse prédio fantasma começou a renascer e agora dá lugar a mais uma Faculdade de Tecnologia de São Paulo: a Fatec Victor Civita.



O prédio foi originalmente projetado para abrigar a Delegacia Seccional de Fiscalização Tributária, da Secretaria da Fazenda. O autor do projeto (escritório de arquitetura Benno Perelmutter) pretendia que o lugar fosse amplo o suficiente para atendimento da população. A obra foi paralisada no ano seguinte, por problemas burocráticos.

Ao ser retomada, pequenas alterações no projeto original foram realizadas principalmente para atender normas de segurança do Corpo de Bombeiros.

O Governador Geraldo Alckmin, que neste dia 27 de outubro visitará a Fatec, foi o responsável pela revitalização do prédio quando era titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (governo passado).

A obra foi concluída em julho deste ano e em agosto já deu lugar à primeira turma de cursos inéditos na rede Fatec: Controle de Obras e Construção de Edifícios. São 160 vagas, mas está preparada para abrigar até 2 mil alunos.




No ano que vem será incluído o curso de Transportes Terrestres (mais 160 vagas), para o qual as inscrições para o vestibular se encerram no próximo dia 8. (mais informações clique aqui).



QUEM FOI VICTOR CIVITA

Fundador do Grupo Abril, filho de italianos, nasceu em Nova York em 1907. Vem para o Brasil e funda a Editora Abril em 1950. Em 1957 lança a revista O Pato Donald. Comandou a Fundação Victor Civita de 1985 até a sua morte em 1990, sempre com ações voltadas a estimular e modernizar a educação no Brasil.



Se você passar pela Av. Melo Freire (mais conhecida como Radial Leste), na esquina com a R. Antonio de Barros, entre as estações Metrô Carrão e Penha, poderá ver essa bonita arquitetura que chegou para enriquecer a paisagem do bairro. Felizmente.

domingo, 2 de outubro de 2011

Integração à Cidadania


A comunidade boliviana residente em São Paulo recebeu um dia de Integração, onde tiveram a oportunidade de obter documentação, legalizar a sua situação e buscar uma identidade social em nosso país.

Com a participação de diversos órgãos oficiais - Ministérios do Trabalho e da Justiça, Comissão de Direitos Humanos, Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas-SP) e as Secretarias de Estado da Educação e da Justiça e Defesa da Cidadania - o evento ocorreu por iniciativa do juiz Paulo Fadigas, da Vara da Infância e da Juventude, do Foro Regional da Penha.

Reunidos no dia 25 de setembro, na Escola Estadual Domingos Faustino Sarmiento (onde 97% dos alunos matriculados são originários da Bolívia) a população boliviana do bairro do Brás recebeu serviços de saúde, jurídicos - como emissão de segunda via de certidões de nascimento e de óbito, e participaram de diversas atividades de lazer. Também foi oferecido serviços de cabeleireiro, manicure e massagem. Uma grande iniciativa para que essa comunidade se sinta acolhida e integrada.

A Secretaria de Estado da Educação informa que há cerca de 340 mil bolivianos no Brasil, concentrados principalmente em bairros como o Brás e Bom Retiro onde há grandes oficinas de confecção.

O dia da Integração terminou com a final do campeonato local de futebol e com um almoço comunitário, onde foi servido um prato tradicional boliviano - a sopa de mani (amendoim), exibição de filmes educativos e apresentações folclóricas.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"É pic, é pic...! Meia hora..., é hora, é hora! Rá-já-Tim-bum!"

Hoje é o Dia do Advogado. Data em que foi assinada a lei que criou os cursos jurídicos no Brasil. Como comemoração, estudantes de Direito costumam aplicar o famoso "pindura" nos bares e restaurantes pelo país afora.


O mais interessante para mim é a estória de como nasceu o famoso "pic-pic" das festas de aniversário. Quem conta detalhes é o professor Eduardo César Silveira Vita Marchi, no jornal Folha de S.Paulo, de hoje.


Segundo ele, tudo começou numa brincadeira e dos gritos de guerra surgidos nos corredores e no pátio das Arcadas do Largo São Francisco, no início do século passado. Abaixo alguns trechos da matéria.


"A princípio não apresentavam vinculação com festas de aniversários. Eram gritos de pilhéria, regozijo e cançoes de evocação. 'Pic-pic' era o apelido de um dos líderes das 'estudantadas' em sua época, década de 1920, Ubirajara Martins de Souza".

Conta que ele era figura conhecida e possuidor de bigodinhos de pontas aguçadas, que viviam sendo aparados por uma tesourinha, provocando o som peculiar de "pic, pic, pic". Daí surgiu seu apelido, que era evocado aos brados de "É o Pic-pic, é o Pic-pic".


Aliado a isso, surge a estória da segunda estrofe. Os estudantes costumavam se reunir no Ponto Chic do Largo do Paissandu para algumas cervejas, que logo acabavam. Demorava cerca de meia hora para que uma nova leva ficasse gelada. Por isso, "os estudantes, acompanhando ansiosamente o avanço do relógio, alvoroçavam-se diante da proximidade do grande momento e punham-se em coro a cantar, clamando de modo desesperado pelas cervejas geladas: "Meia hora, meia hora, é hora, é hora, é hora!".


Finalizando a canção (ou grito de guerra), a faculdade recebeu a visita de uma rajá indiano chamado Timbum. "O acontecimento inusitado, aliado à sonoridade do nome, deu chance aos alunos de incorporar, ao final de seus cantos, novo grito de guerra: 'Ra-já-Tim-bum!'".


Como o canto difundiu-se por São Paulo e depois pelo país é explicado pelo professor:

"Naquela época os estudantes eram figuram bastante conhecidas na sociedade paulistana. Por isso, as importantes famílias da cidades, principalmente nas festas de aniversário de suas filhas casadouras, honravam-se em recebê-los".


Bem a estória é legal.

Mas, como advogada formada em outras paragens, prefiro o canto de guerra que faz pulsar meu coração:


"Loooooouuuuco! Louco, louco, louco! Direito Mack!"



Foi o que gritamos em minha festa de aniversário. Rá!!



Parabéns aos colegas Mackenzistas!

Parabéns aos colegas advogados!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Memorial da América Latina acessível a todos

Quem entrar no Memorial da América Latina por um dos seis portões que dão acesso ao público vai dar de cara com mapa em alto-relevo, feito de plástico resistente às interpéries, que mostra os prédios e todo o interior da grande obra de Niemeyer e palavras escritas em braile. É o mapa tátil, feito especialmente para guiar pessoas com deficiência visual, inaugurado este mês e outras melhorias que vão ajudar também cadeirantes ou visitantes que se movimentam com dificuldade pelos 84 mil metros quadrados do Memorial. Em cada um dos mapas tridimensionais a pessoa que não enxerga lê em braile: "Você está aqui". É o único mapa tátil no Estado de São Paulo instalado em ambiente externo.



Outra obra que foi inaugurada dentro do programa de acessibilidade do Memorial doi o elevador externo e panorâmico, que atende do térreo ao segundo andar do prédio administrativo. Ele tem espaço suficiente para cadeira de rodas e conta com numeração dos andares em braile. Os banheiros também foram adaptados, há cadeira no auditório para pessoas obesas e canhotas, além do piso tátil com mais de 1,6 mil metros de comprimento, parecendo uma enorme trilha ligando as entradas aos prédios principais e ao restaurante.

Em uma das entradas, onde há uma passagem subterrânea e escadarias, foram instaladas duas plataformas inclinadas (subida e descida) para cadeirantes ou pessoas com dificuldades de locomoção. São duas poltronas eletrificadas que se movimentam ao longo do corrimão das escadas, em ambas as direções.

Em questões de acessibilidade, o Memorial agora é nota 10.


(Extraído de publicação do DOE, 22/julho, de Otávio Nunes, da Agência Imprensa Oficial)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Uma reflexão sobre a Cidade, o Muro e o que se esconde por detrás


"O OUTRO LADO DO MURO"
- Que muro?

- Aquele que fica na Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 580, na Vila Mariana.




- Ah, sei!
- O que tem ele?

Bem, a história é a seguinte: na 1ª metade do século XX era um espaço de ligação de bonde entre o Matadouro (atual Cinemateca) e o ESPAÇO da fábrica de cera Parquetina. Nos anos 60 a fábrica foi encerrada, deixando um quarteirão de 9 mil m² por 50 anos sem uso.

Nos anos 90 a fábrica foi demolida e, em julho deste ano foi implantado um stand de vendas. Pois é, depois de tanto tempo lá assim, livre, solto e abandonado, será mais uma área utilizada pela voraz indústria imobiliária. Pretende-se a construção de 3 torres de 26 andares cada uma, 152 apartamentos, 625 vagas na garagem.

O olhar sobre o muro nos leva à reflexão sobre a cidade que queremos e a cidade que temos. Esse é o objetivo de "Uma reflexão sobre a Cidade, o Muro e o que se esconde por detrás", que vem sendo realizada no local. As pessoas, ao longo do Muro são abordadas e instigadas a relfetirem e se expressarem sobre a cidade e seu entorno físico. São convidadas a olhar "O Outro Lado do Muro", subindo numa cadeira / escada para que se defrontem com a mudanças que está prestes a correr nessa imensa área.

Você está convidado a fazer essa reflexão. Apareça por lá aos sábados, das 10h00 às 16h00 e suba na cadeira, olhe o outro lado, veja as fotos e manifestações de quem já passou por lá. Deixe seu recado na lousa branca, que ele será fotografado e inserido num espaço na rede social Facebook.

Para mais informações, ver as fotos e mensagens,
clique aqui (precisa ser cadastrado no Facebook).


quinta-feira, 21 de julho de 2011

O possível fim da Praça das Flores, na Mooca

A Praça Alfredo Di Cunto, mais conhecida como Praça das Flores parece estar com seus dias contados. Como veiculado no site Brasil247, "o mesmo Gilberto Kassab que promete uma praça em Congonhas aos parentes da vítimas do acidente da TAM, em 2007 - uma promessa já feita logo após a tragédia -, é também o prefeito que tem tudo pronto para desapropriar a praça Alfredo Di Cunto, na Mooca, onde existe um viveiro de árvores e uma escola de jardinagem".
Triste destino de uma das 20 áreas escolhidas pela Prefeitura para serem entregues à indústria imobiliária e que sediou a primeira horta comunitária da cidade de São Paulo, nos idos de 2003-2004.

O ex-Subprefeito da Mooca, Eduardo Odloak, é um dos principais defensores da manutenção desse espaço para a comunidade. Segundo ele, "o Poder Municipal deveria buscar alternativas para atender esse objetivo (a suposta utilização do dinheiro da venda na construção de creches, n.e.) sem se desfazer de obras públicas.

No caso da Mooca, uma zona árida e ilha de calor, é preciso se trocar parte do concreto cinza pelo verde das árvores e o colorido das flores". Note que no verão, a região chega a apresentar até dois graus acima do que é marcado nos termômetros do resto da cidade. Essa posição é partilhada com a Associação Amoamooca, pois o bairro possue poucas opções de lazer.

Desde o início do ano a área é utilizada como uma escola-estufa, com aulas práticas de agricultura, plantio e jardinagem, frequentada por famílias e por idosos do bairro. O viveiro lá existente é responsável pelo fornecimento de mudas e plantas de cerca de 80 espécies para praças da região, o que contribuiu para que a área fosse conhecida como Praça das Flores.

No último final de semana, quase uma centena de moradores realizaram um abraço simbólico na área, apelando para que o Prefeito deixe os 6 mil metros quadrados à disposição da população paulistana.



Há outro espaço na Mooca que também está na relação de áreas a serem vendidas a partir de setembro e que é utilizada como depósito da Subprefeitura para o descarte de sucatas. Representantes da Associação Amoamooca entendem que essa segunda área deveria ser destinada para a construção de um centro cultural e de uma praça. A Mooca já é um bairro bastante povoado e não precisa ter mais prédios e sim, mais áreas verdes.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Teatro Décio de Almeida Prado reinaugurado, mas talvez acabe




O antigo teatro do TUSP, depois de estar fechado por vários anos para diversas reformas, será reaberto nesta 6a.feira, 22.No entanto, a Prefeitura já prepara a sua demolição, pois o Teatro está numa das 20 áreas que serão vendidas à iniciativa privada a partir de setembro (leia aqui).

A população local está organizada para evitar essa demolição, bem como protesta contra a entrega da área para especulação imobiliária.

A justiticativa da venda é a construção de creches na cidade, atendendo a decisão do STF para diminuir o déficit de 100 mil vagas.

O que chama a atenção nesse caso é que a área em que o Teatro está inserido, um quarteirão inteiro no bairro do Itaim Bibi (20 mil metros quadrados), abriga também uma escola infantil, creche, escola estadual, biblioteca, unidade de saúde, centro de atenção psicossocial (Caps) e uma escola para pessoas excepcionais (Apae).

O presidente da Sociedade Amigos do Itaim Bibi, Marcelo Motta, afirma que os moradores da região são contra a venda da área e que o projeto da Prefeitura apresenta várias irregularidades, como a intenção de mudar a creche e o posto de saúde para o Parque do Povo (área verde próxima à Marginal do Pinheiros, pertencente à Caixa Econômica Federal, e não à Prefeitura). Sem contar, que envolve a remoção de escola estadual - outra esfera de governo.

Há dois inquéritos abertos no Ministério Público contra a venda e um processo de tombamento dos imóveis no Condephaat (órgão estadual de preservação do patrimônio histórico e cultural).

Você está convidado a comparecer à inauguração do Teatro e a protestar contra a sua demolição.



Serviço:

Teatro Décio de Almeida Prado

Dia: 22 de julho, 19h00

Rua Cojuba, nº 45-B

(anexo à Biblioteca Anne Frank)



Saiba onde estão as 19 áreas com alienação aprovada pela Câmara Municipal:

1. Rua General Mendes - Vila Maria (15.500 m²)

2. Av. Embaixador Macedo Soares Marginal Tietê (6.000 m²)

3. Rua Afonso Pena - Bom Retiro (7.500 m²)

4 e 5. Rua Pedro de Toledo - Vila Clementino (1.800 e 3.600 m²)

6. Rua Antonio Alves de Lima Neto - Jd. Lusitânia (573 m²)

7. Av. Juscelino Kubitschek - Itaim Bibi (103 m²)

8. Rua Professor Picarolo - Bela Vista (439 m²)

9. Rua Vinícius de Moraes - Consolação (187 m²)

10. Rua Sumidouro - Pinheiros (34.000 m²)

11. Av. Marquês de S.Vicente com a Rua do Bosque - Barra Funda (19.700 m²)

12. Av. Alceu Maynard Araújo - Santo Amaro (17.900 m²)

13. Rua Canindé - Pari (11.000 m²)

14. Av. Cruzeiro do Sul - Pari (11.800 m²)

15. Rua Bresser com Rua Itajaí - Mooca (15.700 m²)

16. Av. Horácio Lafer - Itaim Bibi (20.000 m²)

17. Av. Zachi Narchi - Santana (8.000 m²)

18. Rua Bresser x Alcântara Machado - Mooca (6.600 m²)

19. Rua Miguel Casagrande - Freguesia do Ó (3.200 m²)