Aquapolo: o maior projeto de água de reúso do Hemisfério Sul

O projeto Aquapolo está sendo desenvolvido pelo governo do Estado de São Paulo, para abastecer o Polo Petroquímico de Capuava, na região do ABC e economizará água suficiente para abastecer uma cidade com 350 mil habitantes.

Com a utilização da água de reúso para fins industriais, tendo como insumo o esgoto tratado, o Aquapolo está capacitado para produzir mil litros por segundo, sendo um empreendimento inédito no Hemisfério Sul e o 5º maior do mundo.

O contrato se estende até 2043, com investimentos de cerca de R$ 252 milhões e a obras tiveram início em abril passado, com início de fornecimento de água de reúso previsto para 21 meses após a concessão de todas as licenças. Será construída uma adutora de aço com 17 km de extensão, que passará pelos municípios de S.Caetano do Sul e Sto.André, até chegar ao Polo, em Mauá. Durante a implantação do projeto serão gerados cerca de 800 postos de trabalho.

Além disso, será construída uma Estação de Tratamento Terciário em uma área de 15 mil m² dentro da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE ABC), da Sabesp, localizada entre os municípios de São Paulo de S.Caetano do Sul. Isso fará com que a oferta de água tratada para a Região Metropolitana de SP seja ampliada, pois o volume de água de primeiro uso deixará de ser consumido pelas indústrias, sendo suficiente para abastecer continuamente uma população de 350 mil habitantes - podendo chegar a 600 mil, caso seja estendido a outros clientes.

Água de Reúso

Não potável para beber, pode ser utilizada para resfriamento de equipamentos, limpeza de ruas, rega de jardins, geração de energia ou em outros processos industriais. Desde a década de 80, a Sabesp recicla a água nas próprias instalações.



Cada litro de água reutilizado corresponde a um litro de água disponível para o abastecimento público, contribuindo para a preservação dos recursos hídricos, bem como redução de custos tarifários a prefeituras, comércio e indústria.
Na Região Metropolitana de SP são reaproveitados 948 milhões de litros de água por ano. Os custos são reduzidos e variam de R$ 0,48 por mil litros para órgãos públicos e R$ 0,81 por mil litros para empresas privadas.

Interessante saber que a 1ª estação a oferecer água de reúso foi a de Jesus Neto, na região da Mooca. A prefeitura de São Paulo (e outras da região do ABC) compram a água de reúso para limpeza de ruas, após as feiras livres e para rega de jardins.

Ganhos socioeconômicos e ambiental

Hoje o Polo Petroquímico do ABC capta a maior parte de sua demanda de água do rio Tamanduateí, tratando o recurso em ETE própria. O restante da água é fornecido pela rede de abastecimento pública (150 l/s do total de 650 l/s), por meio de estações da Sabesp (Taiaçupeba e Casa Grande).

Além do ganho ambiental, o Aquapolo permitirá que o governo do Estado, por meio da Sabesp, aumente a oferta de água tratada à população da Grande São Paulo. Além de fornecer água de melhor qualidade que o efluente tratado no rio Tamanduateí, o Aquapolo fará com que o Polo Petroquímico deixe de captar água de suas fontes atuais, economizando mensalmente um volume de 1,684 bilhão de litros de água, correpondente a 670 piscinas olímpicas.

Fonte: Portal do Governo do Estado de SP

Comentários

Que boa nova!
Eh isso mesmo, o negócio é reutilizar a água, reaproveitar. E fico feliz de ver um projeto deste tamanho em S. Paulo.

vale divulgar, vou twittar. bjs
Dilze Lima disse…
Obrigada pela força.
Você tem idéia de projeto parecido aí no Japão?
Se tiver, manda lá no Lost in Japan pra gente conhecer.
Bjbj

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